Negocie as dívidas da sua empresa de forma estratégica.

contabilidade Dez 28, 2020

É comum uma empresa que realiza grandes negócios ter dívidas, já que no mercado por vezes é preciso arriscar para conquistar bons resultados. Contudo, para que essas dívidas não fujam do controle e se tornem uma bola de neve, é preciso traçar um caminho estratégico, sendo a negociação a melhor saída.

Quando alguma empresa se encontra endividada, faz parte da sua rotina receber
cobranças contínuas por diversos canais de comunicação, como e-mail e telefone, o
que muitas vezes se reflete negativamente em seu fluxo de produção.
Além disso, a empresa que tem dívidas em aberto e está com dificuldades para pagá-las, pode acabar por não conseguir mais acesso ao crédito, pois pode ser contestada em cartório e até mesmo ter seu nome no Serasa, reduzindo a sua capacidade de atuação e organização financeira.
Você está buscando estruturar novamente o orçamento de sua empresa, mas não sabe por onde começar? Por mais que pareça fantasioso, a primeira atitude a ser tomada é procurar pela negociação das dívidas da empresa com cada um dos seus credores. Confira no conteúdo a seguir caminhos que podem ajudar a sua empresa a sair do vermelho.

6 pontos para ajudá-lo na negociação de débitos

  1. Analise a situação financeira da sua empresa com um
    planejamento sério

Por mais que pareça primário, este estágio da reestruturação é indispensável para a saúde financeira de uma empresa, esteja ela endividada ou não, uma vez que o
controle financeiro pode representar tanto o sucesso quanto a ruína de uma
organização.
Realizar uma projeção dos gastos e das entradas, isto é, colocar em prática um fluxo de caixa e trabalhar com previsões orçamentárias se torna essencial para se ter uma boa base sobre o real potencial de pagamento que a empresa é capaz de absorver em cada etapa.
Seguidamente, colocar no papel o valor preciso de cada uma das dívidas também é
importante. Para tanto, buscar contato com o próprio credor para que este forneça o valor atualizado do débito e condições de pagamento é fundamental.
Por fim, crie uma planilha com todos os valores citados, estude os cenários possíveis e pagamento, priorizando sempre os débitos com custo maior (por exemplo: com maior taxa de juros) sendo este um passo seguro para ter subsídios no momento de negociação, apresentando uma proposta que seja compatível com a capacidade do caixa de sua empresa.

2. Determinar um valor máximo a ser pago mensalmente

Após a análise financeira é possível ter uma visão sobre qual valor do orçamento
mensal pode ser utilizado com a quitação da dívida em si, definindo assim o valor
máximo a ser pago por mês dos débitos.
Tendo isso em vista, pode-se realizar uma proposta oficial ao credor. Porém, tenha
cuidado: ao estabelecer o valor máximo mensal é preciso se comprometer a quitar a dívida no prazo, evitando assim a incidência de mora e juros por atraso, que podem comprometer o seu planejamento financeiro.
Ao passar por essa reavaliação financeira, é possível traçar estratégias para que a
saúde financeira de sua empresa seja mantida como, por exemplo:


● Listar todas as dívidas em aberto, mesmo aquelas que não se encontram em
atraso, como pagamentos faturados a fornecedores, bem como financiamentos
e empréstimos;
● Analise cenários de possíveis cortes no orçamento de sua empresa, sendo o
mais prudente optar pela manutenção dos gastos indispensáveis para o seu
funcionamento, ao menos neste momento de reorganização a
● Avaliar a conquista de novos mercados, ampliação da área de atuação ou dos
produtos que geram maior lucratividade, eliminando aqueles que não trazem
tanta receita para a empresa podem ser caminhos para ajudar a elevar o
faturamento do seu negócio.

3. Dar prioridade as dívidas mais elevadas é uma boa saída

No momento de decisão quanto a qual das dívidas deve ser priorizada, é prudente se atentar àquelas que têm a taxa de juros mais alta como, por exemplo, as dívidas feitas com instituições bancárias em longo prazo, ou do cartão de crédito.
A priorização deste tipo de dívida se deve ao fato de que elas representam a maior
causa do endividamento de empresas dos mais distintos setores. Portanto, negociá-las é parte estratégica para a manutenção de sua saúde financeira.

4. Realize uma proposta e negocie com o seu credor

Aguardar a instituição financeira para iniciar as negociações é algo que pode piorar o cenário de endividamento do seu negócio (podendo resultar na negativação ou
protesto do débito e, consequentemente, na dificuldade de sua empresa em obter
crédito no mercado). Assim, ao tomar ciência da dívida, contate o representante e
inicie uma conversa para quitá-la.
Essa conversa inicial pode desencadear na apresentação de uma proposta, quando se informa a instituição bancária qual o valor máximo a ser pago, bem como a quantidade de parcelas que a sua empresa é capaz de absorver.Lembre-se sempre: ao buscar pela negociação das dívidas da empresa é importante ter em mente que o credor também tem interesse em suas quitações, ou seja, a negociação tende a ser aberta, pois ambas as partes buscam uma solução em comum.

É comum a instituição responder a sua proposta com uma contraproposta, sendo
assim, é ponto capital não aceitar uma condição que seja inapropriada para a saúde financeira de sua empresa e buscar por um resultado mais viável.

6. Consulte o mercado e encontre condições melhores em outras
instituições financeiras

Efetuar simulações de crédito a fim de determinar se o mercado oferece propostas
que estejam mais alinhadas à realidade de sua empresa pode dar bons frutos, pois
pode-se encontrar propostas com juros inferiores e condições de pagamento mais
assertivas. Assim, caso o credor original se mostre irredutível, basta transferir a dívida para uma instituição financeira que seja mais atrativa, é o que o mercado denomina de portabilidade de crédito.
Essa escolha pode reduzir substancialmente os juros oriundos de um empréstimo,
podendo diminuir, inclusive, o valor das parcelas, o que possibilita a quitação da dívida sem que a empresa tenha que sofrer com juros abusivos.
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