Finanças da empresa X Pessoais: por que separar?

Finanças Jun 10, 2021

Separar as finanças da empresa das contas pessoais, por incrível que pareça, é um grande desafio vivido por milhares de pequenos empresários brasileiros. Seja pela força do hábito ou desconhecimento de como deve se portar uma “pessoa jurídica”, muitos acabam misturando as contas, criando uma grande bola de neve em dívidas e ineficiência financeira, além de trabalho adicional na conciliação contábil do negócio.

Se você já passou por isso ou atualmente vive uma situação similar, fique tranquilo: é absolutamente normal, com grandes chances de reverter este quadro! Por isso, produzimos este artigo para você, pequeno e médio empreendedor,  a jornada pela busca da liquidez financeira com o pé direito.

Este fenômeno acontece, em sua larga maioria, com os profissionais autônomos. Porém, é salutar afirmar que a mistura de finanças também ocorre em empresas de maiores proporções, comandadas muitas vezes por pessoas inexperientes ou má intencionadas.

A título de conhecimento, o economista Eduardo Amuri escreveu um livro que é uma verdadeira jóia para estes profissionais, chamado “Finanças Para Autônomos”. Publicado em 2018 pela editora Benvirá, o título também está disponível para dispositivos Kindle, da Amazon.

Segundo Amuri, o profissional autônomo pode ser um jornalista, especialista de marketing, psicólogo, médico, professor, músico, economista, dentre muitos outros. Quem trabalha por conta própria sente na pele o que é conquistar novos clientes, se deslocar para diferentes locais de trabalho e, claro, receber pelo serviço prestado.

Fora isso, quem começa a trabalhar com CNPJ, sem carteira de trabalho assinada, muitas vezes realiza todas as suas transações através da conta bancária Pessoa Física.

É o que acontece com os microempreendedores individuais (MEI), que emitem notas fiscais e recebem as quantias pelas mais diversas formas: cheque, dinheiro, PIX ou transferência bancária, sempre utilizando a conta PF.

Neste post, vamos desmistificar tudo isso e explicar o por que você deve separar suas contas pessoais da empresa, de forma definitiva. Vamos lá!

Separando as finanças da empresa das pessoais

Para começar a nossa conversa, antes de mais nada é preciso entender que toda Pessoa Jurídica possui obrigações tributárias com o Fisco, que devem ser realizadas através de uma conta bancária jurídica.

Quando abrimos uma empresa (que pode ser através do Portal do Microempreendedor para MEI ou pelo contador de sua confiança), podemos emitir notas fiscais referentes aos serviços prestados, quaisquer que sejam.

De maneira bastante simplificada, todo CNPJ está atrelado ao município onde sua empresa está estabelecida. Logo, as obrigações fiscais fazem relação com a prefeitura e, claro, com o governo federal na hora do Imposto de Renda Pessoa Jurídica.

Veja abaixo algumas dicas importantes para separar as contas pessoais das empresariais.

Conta bancária PJ exclusiva

Para que não haja mistura de finanças, o primeiro passo é abrir uma conta bancária empresarial exclusiva para a sua empresa.

Hoje, todos os bancos possuem a modalidade PJ em seu catálogo de produtos. As instituições bancárias tradicionais (Itaú, Santander, Bradesco, Caixa e Banco do Brasil) oferecem diferentes tipos de taxas de manutenção, cobrança de TED e outros benefícios.

Porém, vale lembrar que vivemos o boom dos bancos digitais. Todos eles oferecem isenção de taxas de manutenção, além dos mesmos serviços das instituições financeiras convencionais.

A única diferença, em alguns casos, é a ausência de agências bancárias. No caso de bancos como oInter, por exemplo, o saque de dinheiro em espécie é realizado através dos terminais eletrônicos do Banco 24Horas. Sem cobranças de tarifa, nem limites de saque, claro.

Por serem digitais, alguns destes bancos não trabalham com emissão de cheques. Ao receber uma quantia nesta modalidade, porém, basta fotografar a folha dentro do aplicativo e seguir as instruções, que o dinheiro será debitado da conta, sem precisar depositar o cheque (à maneira que ocorre nos bancos tradicionais).

Uma conta bancária PJ pode lhe oferecer:

  • Cartão de débito e/ou crédito exclusivo
  • Limite de crédito para longo prazo
  • Emissão de boletos de cobrança
  • Investimentos empresariais diversos
  • Criação de folhas de pagamento e pró-labore

Pague seus tributos pela conta PJ

Dependendo da modalidade de sua empresa, suas obrigações fiscais variam. No caso do Simples Nacional, o único tributo a ser pago é o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

O DAS, na verdade, é uma taxa única que reúne os seguintes impostos: IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI, ISS e Contribuição Previdenciária. A alíquota é calculada mediante a somatória de todas as notas fiscais emitidas naquele mês, e o valor varia de acordo com o tipo de empresa e segmento.

Você pode encontrar todas as informações neste artigo do Portal da Contabilidade. Vale lembrar, inclusive, que existem empresas que fornecem serviços de contabilidade virtual, como já tratamos neste artigo aqui do Blog.

Para empresas com modalidade Lucro Presumido, as guias de recolhimento são pagas separadamente, em datas distintas.

Em ambos os casos, para que não haja confusão financeira, o ideal é que se calcule a alíquota a ser paga e separe esta quantia para pagamento, sempre de sua conta bancária PJ.

Não pague suas despesas fixas pessoais pela conta PJ

Esta talvez seja a dica mais importante: é recomendável que se pague todas as despesas fixas da sua empresa através de sua conta bancária PJ, mesmo que não tenha ainda um endereço comercial estabelecido.

E o que são despesas fixas? Tudo aquilo que mantém a empresa operando, ainda que minimamente. Alguns exemplos:

  • Contas de gás, luz e água
  • Aluguel do imóvel
  • Salário dos colaboradores

Nunca pague as suas despesas pessoais com a sua conta bancária PJ. Para isso, utilize a sua conta bancária PF.

Separe os gastos da empresa dos pessoais

Para manter a nossa empresa rodando, precisamos arcar com alguns custos como insumos (no caso das lojas), material de escritório, produtos de limpeza, etc.

É importante separar os gastos da sua empresa dos pessoais. E isso vale tanto para o detergente que você compra, para lavar a louça de seu escritório, como o cafézinho que você toma na rua.

Portanto, nada de gastos supérfluos de modo que lhe dê abertura para pedir reembolso para a sua empresa. Lembre-se: existem mais pessoas além de você no ambiente de trabalho.

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